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Camas nos estabelecimentos de saúde em Portugal: desigualdades regionais e face à UE
As regiões autónomas dos Açores e da Madeira são as zonas do país com maior número de camas em estabelecimentos de saúde, em termos relativos. No conjunto de países da UE-27, Portugal apresenta um dos valores mais baixos para este indicador.
 


Em termos médios existiam em Portugal, no ano de 2010, por cada 1 000 habitantes, 3,4 camas em estabelecimentos de saúde disponíveis e apetrechadas para internamento imediato. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira são as que apresentaram, de forma destacada, valores mais elevados para este indicador (7,2 camas no primeiro caso e 6,8 no segundo). Pelo contrário, o Algarve e o Alentejo são as regiões do país em que este indicador registou os valores mais baixos (2,1 e 2,2, respectivamente).

 

Como se pode observar no Quadro 1, entre 2002 e 2010, o número de camas em estabelecimentos de saúde tem-se mantido bastante estável em todas as regiões do país.

 

A taxa de ocupação de camas em estabelecimentos de saúde situava-se, em 2010, entre os 74% e os 87%. Os níveis elevados de ocupação, acima da média nacional, registaram-se no Algarve (87,2%) e na Região Autónoma da Madeira (80,1%).  Apenas a região Centro (75,9%) e a Região Autónoma dos Açores (74,3%) registam valores inferiores à média nacional.



A evolução, entre 2002 e 2010, das taxas de ocupação das camas em hospitais ou outros estabelecimentos similares ocorreu de forma diferenciada nas várias regiões do país. No período em análise, apenas a regiões autónoma dos Açores e a região Centro não registaram um aumento das taxas de ocupação (registando-se em contrapartida um ligeiro decréscimo entre os valores de 2002 e de 2010, nestas zonas geográficas). Entre 2005 e 2006, tanto o Algarve como a região Autónoma da Madeira registaram quedas significativas das taxas de ocupação de camas, sendo este movimento mais acentuado no primeiro caso (menos 7,3 pontos percentuais). Contudo, nos anos seguintes verificou-se um aumento do indicador nestas duas regiões, sendo que em 2010 o Algarve apresentava o valor mais elevado de todas as regiões: 87,2%. O Alentejo, por seu lado, registou em 2010 o valor mais elevado no período temporal aqui considerado: 79,7%. Em Lisboa, o maior aumento ocorreu entre 2004 e 2005.

 

A observação do Gráfico 3 permite verificar que Portugal era, em 2010, um dos países da UE-27 com menor número de camas de hospital por cada 100 000 habitantes (334,7). A Alemanha, a Áustria e a Hungria apresentam os valores mais elevados para este indicador: 824,8, 762,9 e 718,2, respectivamente. A média da UE-27 situava-se nas 538,2 camas por cada 100 000 habitantes. A Suécia apresenta o valor mais baixo no seio da UE-27, com um valor de 272,6 camas por cada 100 000 habitantes.


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