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População empregada em Portugal tem ainda baixos níveis de escolaridade
Nos últimos anos diminuiu significativamente a proporção da população empregada que não tinha ido além do 9º ano.


Cerca de 3/5 (59%) da população média empregada em Portugal no ano de 2011, com idade entre os 15-64 anos, não tinha ido além do 9º ano de escolaridade. Mais concretamente, 23% concluiu o 3º ciclo do básico, 16% o 2º ciclo do básico, 18% o 1º ciclo do básico e 2,2% não tinha concluído qualquer nível de ensino. Por seu lado, 21,7% completou no máximo o ensino secundário ou pós-secundário (não superior) e 19,7% concluiu o ensino superior.

Como é possível observar no Quadro 1, os homens têm níveis de qualificação escolar mais baixos do que as mulheres: veja-se, por exemplo, que enquanto 24,5% das mulheres empregadas tinham qualificação escolar de nível superior, apenas 15,3% dos homens empregados concluíram esse nível de ensino. Como seria de esperar, os grupos etários mais novos tendem a ter níveis de escolaridade mais elevados do que os grupos etários mais velhos.



   

Portugal é o país da UE-27 no qual a proporção da população empregada, com idade entre os 15-64 anos, que não foi além do ensino básico (ISCED 2) é mais elevada. Entre os países europeus analisados no Quadro 2, apenas a Turquia apresenta um nível de desqualificação escolar mais acentuado. O resultado de Portugal situa-se bastante distante do apurado em países como a Espanha, a Itália ou a Grécia, cujos valores para este indicador variam entre os 38% e os 31%). Mas essa diferença é abissal quando se analisam grande parte dos países que integraram a UE a partir de 2004, mas também a maioria dos países da UE-15. Veja-se que na Lituânia e na Eslováquia apenas 3,9% da força de trabalho empregada tinha baixos níveis de escolaridade, na Alemanha esse valor é de 13,2%, no Reino Unido 17,9%, em França 21,9%.

O reverso desta realidade prende-se com a reduzida proporção da população empregada em Portugal com qualificações escolares de nível intermédio e superior. Apenas a Turquia apresenta um resultado mais baixo para o ensino secundário e pós-secundário. É interessante verificar que o grosso da população empregada da maior parte dos países apresentados no Quadro 2 concluiu pelo menos um nível intermédio de ensino: 76% na República Checa, 75% na Eslováquia, 63,6% na Hungria, 58,5% na Alemanha, 47,4% em Itália.

Relativamente à população que concluiu o ensino superior, o resultado de Portugal situa-se apenas acima do alcançado pela Turquia e pela Itália. Ainda assim, a diferença face à média da UE-27 é menos acentuada em relação ao verificado nos outros dois níveis de escolaridade: 19,7% em Portugal, 30% na UE-27.

   

Apesar da distância face ao perfil escolar médio dos países da UE-27, Portugal tem conseguido nos últimos anos diminuir parte desse fosso. Se em 2003 a proporção da população empregada em Portugal com escolaridade intermédia era cerca de 35 pontos percentuais (p.p.) mais baixa do que a da UE-27, em 2011 esse valor foi de 28,1 pontos. Relativamente ao ensino superior, esse hiato diminuiu de 12,2 p.p. em 2003 para 10,3 p.p. em 2011.  


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