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Esperança de vida à nascença: populações do leste da europa apresentam uma menor longevidade
Espanha era o país da União Europeia (UE) que em 2008 apresentava para este indicador o resultado mais elevado. A longevidade da população da maior parte dos 12 novos Estados-membros é inferior à verificada nos países da UE-15. Esperança média de vida em Portugal era em 2008 de 79,4 anos.


Com uma esperança média de vida à nascença de 81 anos, a população espanhola apresenta o mais elevado nível de longevidade no universo dos países da UE-27 (em 2007 a Suécia partilhava com Espanha o valor mais elevado para este indicador, mas não há ainda dados para esse país referentes a 2008). Os nove países que apresentam para este indicador os valores mais baixos fazem parte do grupo dos 12 Estados-membros que entraram na UE após 2004. Comparando a esperança média de vida mais elevada (Espanha) e mais baixa (Lituânia) dos países da UE, percebemos que existe uma diferença de cerca de nove anos. Fazendo esta comparação no quadro da população masculina, conclui-se que a diferença entre a esperança média de vida à nascença no chipre no Chipre (país com a mais alta esperança média de vida à nascença masculina) e na Lituânia é superior a 12 anos. Entre a população feminina a amplitude deste hiato é bastante menor, comparando o resultado em Espanha e na Bulgária.

Para além de ser o país onde este indicador assume um valor mais reduzido, a Lituânia é também aquele em que a diferença entre a esperança de vida feminina e masculina é mais ampla – longevidade feminina é superior à masculina em cerca de 11 anos. É interessante verificar que os países que registam para este indicador maiores diferenças entre homens e mulheres são também, na sua maioria, aqueles que têm uma esperança de vida mais baixa. Em Portugal, a longevidade feminina é superior à masculina em cerca de seis anos.

O Gráfico 1 tem dados para Portugal e para os países que apresentavam em 2008 o resultado mais elevado e menor para este indicador. Entre estes três países, Portugal foi o que mais viu aumentar a sua esperança média de vida à nascença, quer em termos absolutos, quer relativos. De facto, enquanto em Espanha e na Lituânia o número de anos que se passou a viver a mais em 2008 face a 1998 foi de 2,4 e 0,6 anos, em Portugal esse aumento foi de 3,4 anos (de 76 anos para 79,4 anos). Por outro lado, a evolução do valor deste indicador em Portugal no período em causa representou um crescimento  4,5%, enquanto em Espanha e na Lituânia esse aumento foi de apenas 3% e 0,8%, respectivamente.

Nota Metodológica: A esperança média de vida à nascença é o "número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver, mantendo-se as taxas de mortalidade por idades observadas no momento" (INE).  

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