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Indicadores

Investigadores nos países da OCDE
Portugal é dos países da OCDE onde existe uma menor densidade de investigadores por cada 1000 trabalhadores empregados. Valores deste indicador têm vindo a aumentar últimos anos na OCDE, UE-27 e em Portugal.


Em 2006, a Finlândia foi, destacadamente, o país da OCDE que apresentou um maior número de profissionais na área da investigação e desenvolvimento por cada 1000 trabalhadores empregados (16,6). Seguem-se-lhe a Suécia (12,6), Japão (11,1), Dinamarca (10,3) e Noruega (9,5). Conclui-se, portanto, que os países do norte da Europa ocupam uma posição dominante relativamente a este tipo de recurso humano. Na UE-27 a média desta proporção no ano em causa foi de 6,1‰, enquanto o valor desse indicador em Portugal foi de 4,8‰. O gráfico 1 demonstra também que China, África do Sul e Brasil, três países emergentes, registam para este indicador valores bastante abaixo do verificado nos países da OCDE.

A primeira conclusão a retirar da análise do gráfico 2 é a de que o número de investigadores por cada 1000 trabalhadores empregados aumentou, nos intervalos temporais considerados, em Portugal, na OCDE e na UE-27. Em 1982 o valor deste indicador em Portugal era de 1,0‰, tendo evoluído para 5,5‰ em 2007. Na OCDE, de uma permilagem de 4,6 em 1981 este indicador cresceu para 7,3 em 2005, enquanto na UE-27, entre 1995 e 2006, o número de investigadores por cada 1000 empregados passou de 4,8 para 6,1. Portugal regista no arco temporal em causa valores sempre menores face ao verificado na OCDE e na UE-27, embora tenha conseguido diminuir ligeiramente as diferenças face a estas duas organizações. Em 1982, existia entre Portugal e a média dos países da OCDE uma diferença de 3,8 investigadores por cada 1000 empregados; em 2005 essa diferença era de 3,2 (4,1 contra 7,3). Em 1995 os países que formam actualmente a UE-27 tinham em média mais 2,2 investigadores em cada 1000 trabalhadores empregados do que Portugal; em 2006 esse hiato era de 1,3 (4,8 contra 6,1).

Nota Metodológica: “Os investigadores são definidos como profissionais que trabalham na concepção e criação de novos conhecimentos, produtos, processos, métodos e sistemas, bem como aqueles que estão directamente envolvidos na gestão de projectos. Incluem-se nesta categoria investigadores que trabalham na investigação civil e militar no governo, universidades, institutos de investigação, mas também no sector comercial.”

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