OK 
     
ApresentaçãoEstudosBibliografiaEstatísticas e Bases de DadosIndicadoresPublicaçõesNotícias e EntrevistasNewslettersLigações
Home >  Indicadores >  Educação e Formação  > 
Indicadores


Aprendizagem ao longo da vida: o predomínio dos mais escolarizados
O registo de Portugal em 2011 superou o da média da UE-27. 


A taxa de aprendizagem ao longo da vida em Portugal conheceu um aumento muito significativo entre 2010 e 2011, passando de 5,8% para 11,6%. Importa, portanto, analisar o valor deste indicador em 2011 com alguma prudência e ter em linha de conta que o aumento descrito coincidiu com uma quebra de série do Inquérito ao Emprego (instrumento a partir do qual se recolhe a informação acerca deste indicador) no 1º trimestre de 2011.

Analisando os dados disponíveis,  conclui-se que a região de Lisboa e a do Centro são as que apresentam valores mais elevados para este indicador, 12,6% e 12,2%, respectivamente. As demais regiões têm resultados abaixo da média nacional, especialmente as regiões autónomas (embora os dados disponíveis para a Madeira e para os Açores registem coeficientes de variação elevados, o que significa que a sua fiabilidade é menor).

 

Tal como se pode observar no Quadro 1, a taxa de aprendizagem ao longo da vida nos países nórdicos é bastante superior ao verificado nos demais países da UE-27: 32,3% da população dinamarquesa com idade entre os 25 e os 64 anos recebeu, em 2011, nas quatro semanas que antecederam a aplicação do inquérito de que resultam os dados, educação ou formação. Na Islândia esse valor é de 25,9%, na Suécia 25,0% e na Finlândia 23,8%. A este grupo de países soma-se a Suíça, que apresenta uma taxa de aprendizagem ao longo da vida de cerca de 30%. O registo de Portugal situa-se agora acima da média da UE, que em 2011 se fixou nos 8,9%.

As mulheres registam níveis de aprendizagem ao longo da vida superiores aos dos homens na grande maioria dos países apresentados no Quadro 1. Na Dinamarca quase 40% das mulheres com idade entre 25-64 anos participaram actividades de educação e formação e na Suécia esse valor é também superior a 30%.

 

O Quadro 2 demonstra que existe uma relação muito próxima entre a participação em actividades de educação e formação e a variável grupo etário: esta prática tende a diminuir à medida que a idade aumenta. Em Portugal a proporção dos activos com idade entre os 25-34 anos que participou neste tipo de acções/práticas foi de 19,1%, enquanto no grupo etários dos que têm entre 55-64 esse valor diminui para 4,7%. Estes valores na Dinamarca situaram-se nos 44,4% e 24,0%, respectivamente.



A aprendizagem ao longo da vida é uma prática que tende a aumentar entre os grupos populacionais mais escolarizados. Tal sucede em todos os países apresentados no Quadro 3 (esta tendência não se aplica à Croácia, país no qual a taxa de aprendizagem ao longo de vida entre quem uma escolaridade intermédia e superior é igual) . Em Portugal o valor deste indicador para quem não foi além do ensino básico (ISCED 0-2) situou-se em 8,0%; em 14,8% para quem concluiu no máximo o ensino secundário ou pós-secundário (ISCED 3-4); e 22,0% entre quem concluiu um nível superior de ensino (ISCED 5-6). A média da UE-27 foi de 3,9%, 7,6% e 16,1%, respectivamente.



Analisando agora a taxa de aprendizagem ao longo de vida de acordo com a condição perante o trabalho, conclui-se o valor médio desse indicador nos países da UE-27 para a população activa e empregada é de 9,5% e de 9,1%5 para a população desempregada. Tal como se verifica em países como a Suécia, Dinamarca, Islândia, Áustria ou Espanha, a taxa de aprendizagem ao longo da vida entre a população desempregada é superior em relação à estimada para a população activa e empregada.



Apesar do aumento registado entre 2000 e 2010, Portugal ao longo deste período resultados bastante inferiores aos da média da UE-27 e da UE-15. A taxa de aprendizagem ao longo da vida duplica entre 2010 e 2011, situando-se assim neste último ano acima dos resultados da UE-27 e UE-15.


  Glossário de Indicadores