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Recursos humanos na saúde: Portugal, um país com escassez de médicos
A distribuição de médicos e enfermeiros pelo território nacional é desigual. No continente, Lisboa é a região onde existe uma maior densidade destes profissionais. No panorama europeu, Portugal está entre os países com menor número de médicos por 100 000 habitantes.  


A nível nacional residem, em média, aproximadamente quatro médicos, no activo ou não, por cada 1 000 habitantes. Açores e Alentejo são as regiões (NUTS II) onde este indicador assume valores mais baixos – cerca de dois médicos por cada 1 000 habitantes. Em Lisboa esta proporção mais que duplica, ultrapassando os cinco médicos. Entre 2002 e 2010 o número de médicos por cada 1 000 habitantes aumentou quase um ponto percentual em todo o território nacional.

 

A este nível, a Grécia destaca-se no conjunto dos países da UE-27 por registar o valor mais elevado de médicos por 100 000 habitantes - praticamente 500. Áustria e Noruega registam também valores acima dos 400 profissionais por cada 100 000 habitantes. Portugal é o quinto país com pior registo (dados de 2006): 268 médicos. Finlândia, Eslovénia, Roménia e Polónia apresentavam os valores mais baixos, sendo que a Polónia não atinge os 220 médicos por cada 100 000 habitantes. Importa referir que os critérios para o cálculo do número de médicos por habitante do INE e do Eurostat não são semelhantes, daí a descoincidência do resultado para Portugal (ver nota metodológica).

 

Os dados apresentados no Quadro 2 dizem respeito a uma proporção que tem por base o local de trabalho, e não a zona de residência (como acontece no caso do indicador tratado no Quadro 1). Lisboa é a região com uma maior proporção de enfermeiros a trabalhar dentro das suas fronteiras geográficas –  cerca de seis por cada 1 000 habitantes –, enquanto o Alentejo e o Algarve são as que apresentam valores mais baixos. Com uma proporção de cerca de cinco enfermeiros por cada 1 000 habitantes, estas duas regiões ficam um valor abaixo da média nacional. As regiões autónomas, por seu lado, apresentam valores para este indicador mais elevados do que no continente, Lisboa incluída.

Como se pode verificar no Quadro 2, no período temporal em causa o número de enfermeiros por cada 1 000 habitantes aumentou em todas as regiões do país. O crescimento do número destes profissionais foi particularmente significativo na região Norte e nas regiões autónomas, nas quais o aumento deste indicador foi superior a 2 unidades.  

 

Nota Metodológica:  "O Eurostat dá preferência ao conceito de médicos no activo/em exercício, visto que este é o conceito que melhor descreve a disponibilidade de recursos afectos a cuidados de saúde. Médicos no activo/em exercício são definidos como aqueles que observam pacientes em hospitais, clínicas ou noutros espaços. As suas tarefas incluem: condução de exames médicos e realização de diagnósticos prescrição de medicamentos e de tratamentos para doenças, lesões ou ferimentos diagnosticados prestação de tratamentos médicos ou cirúrgicos especializados para tipos particulares de doenças, lesões ou ferimentos prestação de tratamentos e métodos médicos preventivos" (Eurostat, tradução própria). O INE, por seu lado, define médico como "profissional qualificado com educação médica e autorizado legalmente a exercer medicina", podendo ou não estar no activo/em exercício. 

                  

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