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Portugal apresenta uma elevada concentração do rendimento

Em Portugal, o quintil do topo da distribuição do rendimento detinha no ano de 2008 43,2% do total do rendimento disponível por adulto equivalente.



O Gráfico 1 apresenta informação relativa à distribuição do rendimento por cinco subconjuntos da população nos 27 países da União Europeia. Esses cinco subconjuntos representam cada um deles 20% da população, sendo que o primeiro subconjunto corresponde aos 20% mais pobres (1º quintil), o segundo aos 20%-40% mais pobres (2º quintil) e assim sucessivamente.

Este gráfico demonstra de forma bastante clara duas ideias essenciais: em primeiro lugar, a porção do rendimento detida por cada um dos subconjuntos populacionais/quintis é variável consoante o país em análise, havendo países em que o rendimento está comparativamente mais bem distribuído do que noutros;  em segundo lugar, a porção do rendimento detida pelos 20% mais ricos destaca-se claramente, em todos países, da que é auferida pelos demais quintis - embora essa concentração seja também muito variável. 



No ano de 2008, os 20% mais pobres em Portugal detinham 7,2% do total do rendimento. Apenas em seis países esse valor é mais baixo. Na Letónia era de 5,9%, na Roménia 6,1%, em Espanha 6,4%, na Lituânia 6,7%, na Bulgária 6,8% e na Grécia 7,0%. Os quatro países em que o valor deste indicador é mais elevado fazem parte do conjunto dos Estados que integraram a UE em 2004, mais concretamente: República Checa (10,3%), Eslovénia (10,2%), Hungria (9,9%) e Eslováquia (9,8).

Relativamente ao rendimento detido pelos três quintis intermédios, que agregam 60% da população, Portugal apresenta valores bastante aquém dos observados na generalidade dos países da UE-27.

A porção do rendimento detida em Portugal pelo 2º quintil (20%-40% mais ricos) é a terceira mais baixa verificada neste conjunto de países: 12%. Apenas a Letónia e a Lituânia apresentam valores inferiores a este. No pólo oposto, na Dinamarca, Eslovénia e Suécia o valor deste indicador é igual ou superior a 15%.

No que concerne ao 3º quintil (40%-60% mais ricos), verifica-se que em Portugal a porção do rendimento detida por este subconjunto da população é a mais baixa registada nos países da União. Enquanto em Portugal o valor desta medida é de 16%, na Dinamarca atinge os 19,3%, e na Eslovénia, Suécia, Bélgica, Hungria, Finlândia, Áustria e Eslováquia é igual ou superior a 18%. Quer isto dizer que o grupo de rendimentos intermédios médios em Portugal, portanto, o subconjunto da população que ocupa a posição intermédia na estrutura de distribuição do rendimento, detém em termos comparativos uma parcela diminuta da riqueza monetária.

A tendência até aqui enunciada aplica-se também ao 4º quintil. O subconjunto da população que compõe o grupo dos 60%-80% mais ricos tem um rendimento que equivale a 21,6% do rendimento total do país. Apenas em França este grupo apresenta um valor mais baixo (21,5%). A riqueza monetária deste grupo de rendimentos em Portugal é inferior em 2,3 pontos percentuais à apurada em Espanha (23,9%) – o país da UE-27 que apresenta o valor mais elevado para esta medida. De qualquer forma, é interessante verificar que é no 4º quintil que existe uma menor dispersão dos resultados nacionais.

A posição de Portugal inverte-se quando se analisam os rendimentos do topo da distribuição. Na verdade, a porção do rendimento auferido pelo quintil do topo em Portugal é a mais elevada registada no conjunto de países da UE-27. De facto, os 20% mais ricos em Portugal detinham, em 2008, 43,2% do rendimento total. Este é um valor superior ao verificado na Eslovénia em cerca de 10 pontos percentuais, e sensivelmente 9 pontos percentuais mais elevado face ao registado na Suécia e na Dinamarca: 33,1%, 34,1% e 34,4%, respectivamente. Apenas a Letónia, a Lituânia, a Roménia, a Bulgária, a Grécia e o Reino Unido apresentam para este indicador valores acima dos 40%.

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