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Indicadores


Concentração do rendimento nos grupos mais abastados aprofundou-se a partir do final da década de 80
Os 10% mais ricos em Portugal detêm quase 40% do rendimento total.


O Gráfico 1 permite formular uma análise comparativa da porção do rendimento detido pelos 1% mais ricos antes do pagamento de impostos em vários países pertencentes à OCDE no ano de 2005.  Ao contrário da informação que resulta da aplicação de inquéritos a amostras da população (como o EU-SILC), estes dados baseiam-se em informação fiscal. De acordo com esta medida de desigualdade, os Estados Unidos e o Reino Unido são os países analisados neste gráfico que apresentam uma maior concentração do rendimento: 17,4% e 14,3%, respectivamente. Noruega, Canadá e Suíça registam também um nível de concentração do rendimento no grupo dos 1% mais ricos mais pronunciado do que Portugal. Holanda, Suécia e Dinamarca registam os valores mais reduzidos.

       

O Gráfico 2 contém informação relativa à distribuição do rendimento em Portugal entre 1976 e 2005. A ideia fundamental que emerge da análise deste gráfico prende-se com o aumento da porção do rendimento detido pelos grupos mais ricos da população portuguesa. Entre 1976 e 1982 a porção do rendimento total controlado por estes subconjuntos da população diminuiu progressivamente. De 1989, ano em que passa a haver novamente informação disponível, até 2005 a porção do rendimento detido pelos quantis mais ricos aumentou de forma relativamente constante.

Em 1976 os 0,1% mais ricos controlavam 1,3% do rendimento total, valor que aumenta para os 2,5% em 2005; essa evolução é de 5,0% para 6,4% entre os 0,5% mais ricos; de 7,9% para 9,8% no grupo dos 1% mais ricos; de 21,1% para 26,0% entre os 5% mais ricos; e de 31,7% para 38,3% no grupo dos 10% mais ricos. O ano de 2005 é, aliás, o momento deste período de referência no qual os vários subconjuntos da população em análise detêm uma parte mais significativa do rendimento total.

 

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