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Trabalho a tempo parcial: em Portugal 45,8% é involuntário
Este tipo de regime laboral assume em Portugal um peso relativo comparativamente baixo.


A Holanda é destacadamente o país da UE-27 no qual o trabalho a tempo parcial tem um peso relativo mais elevado no universo da população empregada: 48,5%. Isto significa que cerca de metade da população empregada nesse país com idade entre os 15-64 anos trabalhava, em 2011, a tempo parcial. A Alemanha, o Reino Unido, a Dinamarca, a Bélgica, a Suécia e a Áustria formam um segundo conjunto de países nos quais o trabalho a tempo parcial representa sensivelmente ¼ do total do emprego. Em Portugal o valor deste indicador é de 10,1%, bastante abaixo do verificado em termos médios nos países da UE-27 (18,8%). República Checa, Hungria e Grécia são os países em que este regime laboral tem um valor mais baixo.

O trabalho a tempo parcial está bastante mais difundido entre as mulheres do que entre os homens em todos os países da UE-27. No caso da Holanda, ¾ da população feminina trabalhava em 2011 a tempo parcial, um valor percentual três vezes superior ao verificado entre a população masculina. Na Alemanha, no Reino Unido, na Bélgica e na Áustria a porção da população feminina que trabalhava em regime de tempo parcial é também superior a 40%. Esta disparidade é bem visível quando se analisam os valores médios para os países da UE-27: o valor deste indicador para os homens é de 8,1%, enquanto entre as mulheres atinge os 31,6%. Em Portugal estes valores são de 7,0% e 13,7%, respectivamente.

Como seria de esperar este regime laboral tem uma maior expressão entre a população mais jovem.  Na Holanda e na Dinamarca, 75,2% e 62,6% da população empregada com idade entre os 15-24 anos trabalhava a tempo parcial. Em Portugal o valor deste indicador é de 17,4%.



O Gráfico 1 permite analisar a evolução do peso relativo do trabalho a tempo parcial no total da população empregada. Tem-se assistido a um aumento progressivo deste tipo de trabalho nos países da UE-27, que passou de 15,8% em 2000 para 18,8% em 2011 (um aumento de três pontos percentuais). Em Portugal o valor deste indicador não sofreu alterações significativas ao longo do período 2000-2010, tendo aumentado ligeiramente em 2011 (em 2011 houve uma quebra da série do Inquérito ao Emprego em Portugal).



O Gráfico 2 contém informação estatística relativa à percentagem da população empregada a tempo parcial, que refere que apenas trabalha neste regime temporal porque não consegue encontrar trabalho a tempo inteiro. Na Grécia, na Bulgária, em Espanha, em Itália e na Roménia o valor deste indicador é superior a 50%, isto é, mais de metade da população que trabalha a tempo parcial nestes países fá-lo de forma involuntária. Em Portugal esse valor é também comparativamente elevado: 45,8%, para uma média da UE-27 de 26,1%. É interessante verificar que os países em que a percentagem de trabalho a tempo parcial involuntário é mais baixa tendem a ser aqueles que apresentam níveis de trabalho a tempo parcial mais elevados (Quadro 1, Total). Por seu lado, em alguns dos países que apresentam níveis comparativamente baixos de trabalho a tempo parcial, a porção dos trabalhadores que declaram que trabalham nesse regime temporal porque não conseguem encontrar trabalho a tempo inteiro é bastante elevada.


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