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Abandono precoce de educação e formação: tendência de queda em Portugal e na Europa
Nos últimos anos Portugal desce mais que o conjunto da União Europeia.


O abandono de educação e formação é um dos indicadores que melhor expressa as desigualdades educacionais entre países. Como se dá conta no Gráfico 1, verifica-se uma tendência de queda deste indicador no conjunto dos países da União Europeia (UE), nos últimos 20 anos. Ao longo deste período, Portugal tem apresentado sempre valores percentuais muito superiores aos da UE. No entanto, é notória a diminuição desse fosso na última década.

Portugal tem reduzido este valor, embora nem sempre de forma linear nesse período, ganhando maior consistência nos últimos 6 anos referenciados.



As desigualdades neste indicador dão conta de variações na UE de grande significado (Gráfico 2). Os países com taxas de abandono mais baixas (entre os 4% e os 9%), são a Finlândia (8,9%), a Holanda (8,8%), o Luxemburgo (8,1%), a Áustria (7,6%), a Suécia (7,5%), a Lituânia (6,5%), a Polónia (5,7%), a República Checa (5,5%), a Eslováquia (5,3%), e a Eslovénia (4,4%). Espanha (24,9%), Malta (22,6%) e Portugal (20,8%) destacam-se, pelo contrário, pelos valores ainda muito elevados a este respeito – com pesos entre os 20% e os 25%, evidenciando maiores dificuldades no que respeita à inclusão alargada de uma população jovem na educação pós-básica. No conjunto da UE este valor situa-se nos 12,8%, em 2012.

 

De acordo com os valores presentes no Quadro 1, verifica-se uma grande variação no abandono de educação e formação entre homens e mulheres. Com excepção da Bulgária, em todos os países da UE o abandono é mais elevado nos homens do que nas mulheres. Se no conjunto da UE essa diferença não ultrapassa os 3,5%, em países como Portugal (que apresenta uma das maiores taxas no indicador considerado) a mesma ultrapassa os 12%. Mas esta tendência mantém-se em quase toda a UE: veja-se em alguns países com taxas de saída precoce do sistema de educação e formação relativamente baixas, como a Polónia, o valor respeitante ao segmento masculino é superior ao dobro do das mulheres; e noutros, com taxas de abandono a rondar o valor de referência da UE (12,8%), os homens também mais que duplicam a taxa do segmento feminino – como é o caso do Chipre e da Letónia.



Abandono do sistema de educação e formação: as diferenças são mais visíveis entre homens e mulheres do que entre regiões de Portugal Continental

As diferenças percentuais entre as regiões de Portugal continental são moderadas se se tiver em conta a referência nacional (20,8%). A região do Norte está ainda acima desse valor (21,3%). É nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira onde os valores percentuais da população entre os 18 e 24 anos que não está no sistema de educação e formação, tendo concluído no máximo o ensino básico (CITE 2), são muito maiores (29% e 34,4%, respetivamente).

No entanto, se as percentagens relativas às mulheres das Regiões Autónomas (28% para os Açores e 20,1% para a Madeira) se aproximam do conjunto nacional, os homens apresentam níveis bem mais gravosos e contrastantes (chegando, no caso dos Açores aos 40%).

 

As diferenças entre homens e mulheres são a este respeito muito evidentes. Em todas as regiões os homens apresentam taxas mais elevadas de abandono precoce do sistema de educação e formação face às mulheres – é na Região Autónoma da Madeira e no Norte onde esses valores são mais altos (17,3% e 14,3%, respetivamente).    

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