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Notícias e Entrevistas


publicado em:  15 Dezembro 2010
81 milhões de pessoas em risco de pobreza na União Europeia em 2008

Destes, quase dois milhões viviam em Portugal.

O risco de pobreza após serem efectuadas as transferências sociais afectava, em 2008, 16,5% da população dos países da União Europeia, isto é, mais de 81 milhões de pessoas. Em Portugal 1,967 milhões encontravam-se nessa situação. De acordo com os dados publicados no relatório “Income and living conditions in Europe”, existiam também 41 milhões que se encontravam numa situação de privação material severa e 34 milhões viviam num agregado doméstico com uma intensidade laboral muito baixa. Quase 116 milhões de habitantes dos países da União Europeia eram afectados por pelo menos um destes indicadores de exclusão social, enquanto 7 milhões eram-no  pelos três.

Um dos dados interessantes apresentados neste relatório prende-se com a influência das transferências sociais e dos impostos directos na diminuição das desigualdades de rendimento. Em Portugal, no ano de 2007, o rendimento proveniente do trabalho ou de outro tipo de proveitos económicos e financeiros dos 20% mais ricos era 11 vezes superior ao dos 20% mais pobres. Após efectuadas as transferências sociais, essa diferença diminui para 9 vezes. E, quando se analisa a diferença desta proporção após efectuada a taxação dos rendimentos por impostos directos, o rendimento dos 20% mais ricos era 7,3 vezes superior ao dos 20% mais pobres.  Em termos médios, nos 23 países da União Europeia (mais a Islândia) para os quais existia informação disponível, os valores desta desigualdade eram de, respectivamente, 7,9, 6,1 e 5,1. De referir que nos países nórdicos a desigualdade de rendimentos antes de efectuadas as transferências socais e de serem taxados os rendimentos é mais elevada do que o verificado em termos médios para os países da União Europeia. Mas, após a aplicação de impostos directos sobre os rendimentos, o nível de desigualdade de rendimento entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres fixa-se abaixo do valor médio apurado para os 24 países analisados. Portugal, por seu lado, apresenta-se como o quarto país mais desigual da União Europeia, atrás da Letónia, Estónia e Lituânia.

Relatório

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