OK 
     
ApresentaçãoEstudosBibliografiaEstatísticas e Bases de DadosIndicadoresPublicaçõesNotícias e EntrevistasNewslettersLigações
Home >  Notícias e Entrevistas > 
Notícias e Entrevistas


publicado em:  4 Abril 2011
Portugal tem um perfil de flexibilidade laboral baixo

Em Portugal predominam as empresas com modelos de “flexibilidade baixa” (30%) ou “moderada” (41%). O modelo de “flexibilidade elevada baseado nos recursos humanos” está presente em 17% das empresas portugusesas. Conclusões do relatório "Flexibility Profiles of European Companies", produzido pelo Eurofound.

A Fundação Europeia para a Melhora das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) realizou um inquérito a empresas da União Europeia, da Croácia, da Antiga República Jugoslava da Macedónia e da Turquia acerca de várias dimensões da flexibilidade, como as práticas de tempo de trabalho, alguns aspectos relacionados com a remuneração ou com o trabalho de equipa.

Com base na informação recolhida foi construída uma tipologia, com cinco perfis de flexibilidade empresarial: (1) “flexibilidade elevada, baseada nos recursos humanos”: a flexibilidade é entendida pelas empresas enquadradas neste perfil como um instrumento para motivar e atrair os trabalhadores; estas empresas fazem uma utilização acima da média das horas de trabalho flexível, das horas extraordinárias, do trabalho através de agências temporárias e de formas de pagamento relacionadas com o desempenho; (2) “flexibilidade elevada, operacional”: nas empresas que apresentam este perfil há uma utilização extensiva de horários irregulares, de trabalho em part-time, de horas extraordinárias, de contratos a termos e de grupos autónomos de trabalho; estes instrumentos procuram responder às características do produto ou do mercado do produto; (3) “flexibilidade moderada, com agências de trabalho temporário”: as empresas com este modelo de flexibilidade recorrem a trabalhadores de agência de trabalho temporário, e estão na média ou abaixo da média nos outros itens da flexibilidade; (4) “flexibilidade moderada, com horário de funcionamento alargado”: as empresas com este tipo de perfil recorrem pouco a quase todos os aspectos da flexibilidade, com excepção horários irregulares, do trabalho nocturno e ao fim-de-semana; (5) “flexibilidade baixa”: as empresas categorizadas neste perfil recorrem pouco a qualquer uma das opções de flexibilidade disponíveis.

Em todos os países analisados estão presentes os cinco perfis de flexibilidade. De uma forma geral, a flexibilidade elevada assume uma maior importância nas empresas dos países do Norte da Europa e a flexibilidade baixa está sobre-representada nos países mediterrânicos.

Em Portugal, como é possível observar no Quadro 1, 30% das empresas têm um perfil de flexibilidade baixa, 10% apresentam uma flexibilidade moderada baseada em horários de funcionamento alargados, 31% revelam também um perfil de flexibilidade moderada, mas assente no recurso às agências de trabalho temporário, 12% têm uma flexibilidade elevada e operacional e 17% uma flexibilidade elevada, direccionada para os recursos humanos.

Em Portugal, as empresas com flexibilidade elevada representam uma parte do total consideravelmente mais baixa do que a média do total de países considerados (29% contra 48%). Pelo contrário, as empresas com flexibilidade baixa surgem com uma percentagem muito superior à média: 30% contra 18%, sendo que este tipo de empresas são as que apresentam maiores cortes de pessoal e que reportam piores desempenhos financeiros.

      


Nota metodológica: os dados do European Company Survey (2009) baseiam-se em entrevistas a administradores de empresas e, quando possível, a representantes nas empresas dos trabalhadores independentes. O universo da análise é constituído por 27.000 empresas, distribuídas pelos vários países analisados.



 

  Entrevistas

Conteúdos Relacionados

Desemprego no Algarve aproxima-se dos 15%
Lisboa tem a taxa de desemprego mais elevada do país
14 milhões de jovens desempregados e fora do sistema de educação e formação na UE
Quase 165 mil desempregados não têm acesso ao subsídio de desemprego
Doenças reumáticas limitam qualidade de vida e o trajecto no mercado de trabalho: entrevista a Luís Cunha Miranda