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Notícias e Entrevistas


publicado em:  19 Janeiro 2012
O aumento das desigualdades sociais nos países desenvolvidos acentua diferenças de qualidade de vida entre as gerações

A Directora-Geral da OMS defendeu num discurso recente que as sociedades menos desiguais são as que apresentam melhores resultados na área da saúde.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) salienta que em 2011, e relativamente a alguns dos países mais desenvolvidos, verificou-se um aumento nunca antes visto das diferenças de qualidade de vida entre as gerações mais velhas e as gerações mais novas. Fazendo referência aos recentes relatórios da OCDE que dão conta do aumento das desigualdades económicas nos países mais desenvolvidos, a Directora-Geral da OMS, Margaret Chan, constata que as sociedades com mais reduzidas desigualdades sociais são aquelas que apresentam melhores resultados de saúde pública:

 “As boas políticas que promovem a equidade são as que têm maiores probabilidades de sucesso. Os sistemas de saúde de cobertura universal constituem um poderoso instrumento de igualdade social e o desenvolvimento das condições de saúde assumem-se como um elemento essencial de coesão e de bem-estar económico e social.” (Tradução Própria)

Margaret Chan salienta ainda que na génese e desenvolvimento da  OMS sempre estiveram presentes os valores da equidade, igualdade e justiça social, bem como a consciência aguda das relações entre as condições sociais e os resultados na saúde, concretizada na Declaração de Alma-Ata de 1978. A principal responsável da OMS defende a necessidade de novos instrumentos de governação internacional perante desafios cada vez mais complexos e exigentes para a saúde pública mundial.

“À prevenção e controlo das doenças infecciosas, é necessária uma cada vez maior actuação sobre as doenças crónicas não transmissíveis, reforçando o paradigma da prevenção na saúde, e que vai para além dos sistemas de saúde. Os desafios que os países e a respectiva OMS hoje enfrentam requer a suplantação de uma abordagem meramente gestionária.” (Tradução própria)  

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