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publicado em:  17 Fevereiro 2012
Desemprego atinge marca histórica dos 14%

O número oficial estimado de desempregados em Portugal no último trimestre de 2011 foi de 771,0 mil pessoas. Mas o número de pessoas sem emprego é bastante superior.

De acordo com as estimativas do INE, o desemprego em Portugal atingiu no 4º trimestre de 2011 os 14%, ou seja, 771,0 mil pessoas. Isto significa um acréscimo de 11,8% de desempregados (81,4 mil pessoas) face ao trimestre anterior. Estes números têm como referência apenas a população activa. Mas se se tiver em linha de conta as 203,1 mil pessoas que estavam sem emprego, pretendiam trabalhar e estavam disponíveis para tal, mas que não tinham feito diligências nesse sentido nas três semanas anteriores à realização do Inquérito ao Emprego (os “inactivos disponíveis”), então o limiar do milhão de desempregados é um número bastante próximo da actual realidade social.

O cálculo da taxa de desemprego tem como referência a população activa. Para se pertencer à população activa é necessário, entre outros critérios, ter-se procurado trabalho nas três semanas anteriores à aplicação do inquérito (neste caso, o Inquérito ao Emprego) e estar-se disponível para trabalhar. Os inactivos disponíveis falham pelo menos um destes dois critérios formais, embora não tenham trabalho e queiram trabalhar. Se simularmos a integração destes indivíduos na população activa (mas que são estatisticamente considerados inactivos) e os tivermos em linha de conta para apurar o número de desempregos em Portugal, a taxa de desemprego em Portugal atingiria cerca de17%.

A taxa de desemprego tem uma maior incidência sobre os grupos etários mais novos, atingindo 35,4% entre a população activa com idade entre os 15-24 anos e 15,8% na faixa dos 25-34 anos. O número de desempregados destes dois grupos etários aumentou, respectivamente, 13,0% e 19,9% face ao trimestre anterior.

Embora a população activa que não foi além do 9º ano de escolaridade constitua de longe o grupo mais numeroso do universo de desempregados em Portugal (62,8%), é entre os activos que concluíram no máximo o ensino secundário ou pós-secundário que a taxa de desemprego assume um valor mais elevado: 15,4%. A taxa de desemprego da população com formação superior transpôs neste trimestre a barreira dos 10%.

O Algarve é destacadamente a região NUTS II com uma taxa de desemprego mais elevada: 17,5%.

Um dos dados mais preocupantes que tem vindo a ser apresentado nos últimos anos pelo Inquérito ao Emprego prende-se com o desemprego de longa duração, isto é, o desemprego com uma duração igual ou superior a um ano. Entre a população desempregada, 20,3% estavam nessa situação há 12-24 meses e 32,3% há 25 meses ou mais. Isto significa que 405,5 mil desempregados (52,6%) encontravam-se numa situação de desemprego de longa duração.



Entre a população que estava empregada no 3º trimestre de 2011, 3,6% transitou para o desemprego e 5,0 para a inactividade no trimestre seguinte. Por outro lado, 18,4% dos indivíduos que estavam desempregados no 3º trimestre de 2011 transitaram para o emprego e 16,2% para a inactividade.

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