OK 
     
ApresentaçãoEstudosBibliografiaEstatísticas e Bases de DadosIndicadoresPublicaçõesNotícias e EntrevistasNewslettersLigações
Home >  Notícias e Entrevistas > 
Notícias e Entrevistas


publicado em:  16 Maio 2012
Mais de 800 mil desempregados em Portugal

A taxa de desemprego entre a população com idade entre os 15-24 anos atingiu os 36,2%.

O INE estima que a  taxa de desemprego em Portugal no 1º trimestre de 2012 tenha sido de 14,9%, 2,5 pontos percentuais acima do valor homólogo de 2011 e 0,9 pontos percentuais acima do verificado no trimestre anterior. De acordo com estes dados, 819,3 milhares de indivíduos encontravam-se nesse período numa situação de desemprego. A taxa de desemprego das mulheres foi de 15,1% e a dos homens de 14,8%.

É entre a população com idade entre os 15-24 que este indicador atinge um valor mais elevado, situando-se nos 36,2%, ou seja, 154,4 milhares de indivíduos. Isto significa que face ao período homólogo de 2011 o número de desempregados pertencentes a esta faixa etária aumentou 24,6%.

A taxa de desemprego entre quem não foi além do 9º ano de escolaridade foi estimada em 15,4%, a da população que concluiu no máximo o ensino secundário ou pós-secundário atingiu os 16,9% e entre a população com formação superior o valor deste indicador foi de 11,2%. Em termos homólogos, destaca-se a evolução dos números do desemprego para a população com escolarização intermédia: a taxa de desemprego aumentou 3,8 pontos percentuais e o número de desempregos cresceu 43,5% (de 140,0 mil para 200,9 mil). O número de desempregados que concluíram um nível superior de ensino aumentou também bastante: 37% (de 84,5 mil para 115,8 mil indivíduos).

O Algarve continua a ser a região NUTS II com a taxa de desemprego mais elevada, tendo atingido os 20,0% neste trimestre. Na região de Lisboa e na Região Autónoma da Madeira este indicador também já ultrapassou os 16%.

Tal como se tem vindo a verificar em trimestres anteriores, cerca de metade da população desempregada (aproximadamente 416 mil indivíduos) encontra-se nessa situação há mais de um ano. Aliás, quase 230 mil indivíduos encontram-se numa situação de desemprego há mais de dois anos.



De realçar o facto de os valores do desemprego poderem estar subestimados, já que existem 202,1 mil desempregados que, tendo vontade de trabalhar e disponibilidade para tal, não fizeram qualquer diligência para procurar trabalho. Por isso, são considerados inactivos (inactivos indisponíveis). E cerca de 90 mil referiram que a razão que os motivou a não procurar trabalho foi: considerarem que não tinham idade apropriada, que a sua instrução não era suficiente, que não sabiam como procurar trabalho, que não valia a pena procurar ou que não havia empregos disponíveis (inactivos desencorajados).

Quanto aos fluxos trimestrais, verifica-se que 30,7% dos indivíduos que estavam numa situação de desemprego no 4º trimestre de 2011 deixaram de o estar no 1º trimestre de 2012: 16,9% transitaram para o emprego e 13,8% para a inactividade. Tal como é referido pelo INE no boletim Estatísticas do Emprego – 1º trimestre de 2012, “a percentagem de pessoas que transitaram do desemprego para o emprego foi menor do que a observada nos fluxos do 3º para o 4º trimestre de 2011 (tinha sido de 18,4%)”. Quanto à população que estava numa situação de emprego, 3,3% passaram a estar numa situação de desemprego e 4,4% transitaram para uma situação de inactividade. Por último, 3,6% dos indivíduos que estavam no último trimestre de 2011 numa situação de inactividade transitaram para o desemprego, enquanto 5,8% transitaram para o emprego.          

  Entrevistas

Conteúdos Relacionados

Mais 260 mil desempregados registados no IEFP desde Janeiro de 2008
Portugal é o segundo país da OCDE com a taxa de desemprego de longa duração mais elevada
Quase 165 mil desempregados não têm acesso ao subsídio de desemprego
OIT publica relatório "Global Employment Trends 2009"
Doenças reumáticas limitam qualidade de vida e o trajecto no mercado de trabalho: entrevista a Luís Cunha Miranda