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Notícias e Entrevistas


publicado em:  29 Maio 2012
Portugal entre os países onde as pessoas estão menos satisfeitas com a vida

Apenas a Hungria apresenta valores mais baixos.

Apresentado em 2011, no relatório How’s  Life, o novo indicador compósito interativo de bem-estar (Better Life Index) permite medir e comparar a qualidade e os padrões de vida das populações. Tal como o Índice de Desenvolvimento Humano, o BLI procura avaliar o bem-estar de uma sociedade através de outros indicadores que não exclusivamente o rendimento.

Este índice é composto por 11 indicadores específicos acerca das condições materiais de existência (habitação, rendimento, emprego) e da qualidade de vida (comunidade, educação, meio ambiente, envolvimento cívico, saúde, satisfação com a vida, segurança e o equilíbrio trabalho-vida) das populações.

As classificações dos países nos 11 indicadores do Better Life Index não seguem uma distribuição linear. No entanto, Portugal juntamente com a Turquia, México, Chile, Estónia e Hungria, é apresentado como sendo um país onde a vida é, em geral, menos boa. A OCDE sublinha o facto de nos últimos anos ter existido um importante progresso económico e uma melhoria das condições de vida em Portugal, mas refere que a actual crise se assume como uma ameaça a essas tendências.

A baixa classificação de Portugal no ranking de bem-estar é causada principalmente pelas pontuações nos indicadores de educação, envolvimento cívico, comunidade, satisfação com a vida, rendimento e emprego. O rendimento médio nos países da OCDE é de 22 387 dólares por ano, enquanto em Portugal o valor desse indicador em Portugal é de 18 689 dólares. Por sua vez, a taxa de desemprego da população entre os 15-24 anos é de 22,3%, significativamente mais elevada do que a média da OCDE (16,7%). Mais elevada do que média da OCDE é também a taxa de desemprego a longo prazo (5,6% para Portugal e 3% na OCDE). A taxa de emprego das pessoas com idade entre 15 e 64 anos está, porém, em linha com a média da OCDE, que é de 66%.

A baixa posição de Portugal na classificação geral é também explicada pelos resultados desfavoráveis no domínio da educação. Apenas 30% das pessoas com idades entre 25-64 anos concluíram pelo menos o nível secundário de ensino, o resultado mais baixo entre os países da OCDE e muito abaixo da média dos países que compõem essa organização (74%). Apesar desta evidência, o número de anos esperados de escolaridade em Portugal é de 18 anos, um ano a mais do que a média registada nos países analisados neste estudo.

A satisfação geral com vida dos portugueses é de 5,2 numa escala de 0 a 10, valor bastante inferior ao resultado médio de  6,7. Para além dos húngaros, os portugueses são os menos satisfeitos com a vida no universo dos 36 países estudados .

Uma forte rede social e espírito de comunidade podem fornecer ajuda psicológica e material durante o tempo de crise e, assim, influenciar positivamente a satisfação com a vida. No entanto, os portugueses fazem menos voluntariado (2 minutos por dia) e estão menos dispostos a ajudar pessoas estranhas (38% da população) do que a média da OCDE (respectivamente: 4 minutos por dia, 47% da população geral). Os portugueses são também dos que mais admitem não ter ninguém a quem recorrer em tempos de necessidades.

Portugal apresenta resultados bastante elevados nos indicadores acerca do meio-ambiente e do equilíbrio trabalho-vida pessoal. O número de horas anuais de trabalho em Portugal (1714) é ligeiramente inferior ao valor médio nos países da OCDE (1749). Há também menos trabalhadores com horários muito longos. Neste sentido, de acordo com estes dados, os portugueses têm mais tempo de lazer e para cuidarem de si (Portugal está entre os 10 dos 36 países do estudo cuja população aloca uma maior quantidade de tempo a práticas de lazer e de cuidados pessoais).

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