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Notícias e Entrevistas


publicado em:  2 Julho 2012
Percepção da saúde e a satisfação com a vida são influenciadas pelo rendimento familiar

Organização Mundial de Saúde (WHO, Word Health Organization) publicou recentemente o relatório da última edição do inquérito HBSC (Health Behaviour In School-Aged Children).

O HBSC é um estudo transnacional que reúne informação sobre a saúde e o bem-estar de jovens de 11, 13 e 15 anos de idade, através de um inquérito aplicado de quatro em quatro anos (http://www.hbsc.org/). Se o primeiro inquérito HBSC, realizado em 1983/1984, contou apenas com cinco países, a sua mais recente aplicação, em 2009/2010, já engloba 43 países e regiões da Europa e da América do Norte[1], permitindo uma perspetiva privilegiada e atualizada sobre os temas que aborda.

O rendimento familiar tem sido identificado consistentemente como um factor determinante para a saúde e bem-estar dos jovens, em vagas anteriores. Esta variável – medida por um índice compósito categorizado em três níveis (baixo, médio, alto) – mostra-se, uma vez mais, significativamente relacionada com muitos dos aspectos avaliados (saúde, contexto social, comportamentos).

Rendimentos familiares altos estão significativamente associados com autoavaliações mais positivas da saúde e da satisfação com a vida. A prevalência de jovens provenientes de famílias de altos rendimentos que têm uma elevada satisfação com a vida é cerca de 33% superior face ao verificado entre os que são oriundos de famílias de baixos rendimentos (nos rapazes da Noruega). E a prevalência de autoavaliações de uma saúde medíocre ou pobre é até 20% inferior entre os jovens de famílias de alto rendimento comparativamente ao registado entre os jovens provenientes de famílias de baixos rendimentos (nomeadamente, no caso das raparigas da Dinamarca).

É interessante constatar que estas diferenças de autopercepção variam bastante entre países. Portugal apresenta para os dois indicadores valores comparativamente  baixos: a prevalência de jovens que referem ter uma elevada satisfação com a vida provenientes de famílias com alto rendimento é superior à dos que provêm de famílias de baixo rendimento em cerca de 11 ou 12%; quanto à autoperceção da saúde, a diferença entre os jovens filhos de famílias de altos e baixos rendimentos é de 5%.

A prevalência de excesso de peso é o indicador de saúde onde se identifica uma maior amplitude nas diferenças entre países. Na maioria, existe uma relação negativa com o rendimento familiar (decréscimo de prevalência de cerca de 4% a 14% no grupo de rendimentos altos), existindo uma relação positiva na Arménia, Turquia e Eslováquia (aumento de prevalência de cerca de 6% a 10% no grupo de rendimentos altos).

Para além de se sinalizar tendências gerais importantes, os resultados expressam especificidades culturais e contextuais que devem ser consideradas nas políticas e práticas de saúde dirigidas aos jovens. 

[1] Alemanha, Armênia, Áustria, Bélgica (flamenga), Bélgica (francesa), Canadá, Croácia, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Finlândia, França, Grécia, Groenlândia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, MKD (Antiga República Jugoslava da Macedónia), Noruega, País de Gales, Polónia, Portugal, República Checa, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia.

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