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publicado em:  3 Julho 2012
A OIT estima que 20,9 milhões de pessoas sejam vítimas de trabalho forçado no mundo inteiro

A região da Ásia-Pacífico é a que assinala a maior incidência de trabalho forçado. Dados constam do relatório ILO Global Estimate of Forced Labour. Results and methodology, da OIT.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que cerca 20,9 milhões de pessoas no mundo inteiro estejam a viver uma situação de escravatura moderna. Tal como consagra a Convenção Nº 29 de 1930 da OIT, constitui trabalho forçado todas as práticas de escravatura, de tráfico humano ou de exploração sexual cujos mecanismos de exploração, servidão ou de coerção (do empregador ou do recrutador) sejam contrários à livre vontade dos trabalhadores, mantidos sob a forma de violência ou ameaças de violência, ou através de meios mais subtis, como a acumulação de dívidas, a retenção de papeis de identidade ou ameaças de denuncia às autoridades de imigração.

A região da Ásia-Pacífico é a que regista o maior número de trabalhadores forçados, cerca de 11,7 milhões. Segue-se o continente africano com 3,7 milhões de pessoas e depois a região da América Latina e das Caraíbas com 1,8 milhões de vítimas de trabalho forçado. As economias desenvolvidas e a União Europeia registam 1,5 milhões de trabalhadores forçados, nos países da Europa Central e do Leste europeu assinalam-se 1,6 milhões pessoas e no Médio Oriente são 600 000 as vítimas de trabalho forçado.

No total dos 20,9 milhões de trabalhadores forçados, 18,7 milhões (90%) são explorados na economia privada, por indivíduos ou empresas. Destes, 14,2 milhões são explorados na agricultura, na construção, no trabalho doméstico ou em fábricas e 4,5 milhões são vítimas de trabalho sexual. Os restantes 2,2 milhões (10%) laboram em actividades impostas por Estados, em prisões, no serviço militar ou por forças armadas rebeldes.

As mulheres e as mais jovens são as mais exploradas perfazendo 11,4 milhões, em comparação com os 9,5 milhões de homens adultos e jovens. 5,5 milhões das  vítimas de trabalho forçado são crianças com idade até aos 17 anos. As mulheres adultas e as crianças do sexo feminino são as que sofrem mais a exploração sexual forçada.

De acordo com este relatório, 9,1 milhões de trabalhadores forçados (44% do total destes trabalhadores) deslocam-se dentro das suas fronteiras nacionais ou internacionalmente, enquanto a maioria, 11,8 milhões (56%) são sujeitos a trabalho forçado no seu local de nascença ou residência. Os movimentos transnacionais podem ser um factor de enorme vulnerabilidade para certos grupos de trabalhadores forçados, comummente associados à exploração sexual, enquanto a maior proporção das vítimas de trabalho forçado não-sexual são exploradas nas zonas onde sempre viveram.



A análise refere-se ao período 2002-2011 e os dados apresentados baseiam-se em estimativas mínimas.

ilo global estimate of forced labour 2012.pdf
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