OK 
     
ApresentaçãoEstudosBibliografiaEstatísticas e Bases de DadosIndicadoresPublicaçõesNotícias e EntrevistasNewslettersLigações
Home >  Notícias e Entrevistas > 
Notícias e Entrevistas


publicado em:  17 Julho 2012
Ligeiro aumento das desigualdades de rendimento em Portugal no ano de 2010

A taxa de risco de pobreza após efectuadas as transferência sociais situou-se nos 18%.

Em 2010 o rendimento monetário líquido por adulto equivalente dos 20% mais ricos em Portugal era 5,7 vezes superior ao dos 20% mais pobres e o dos 10% com maiores recursos 9,4 vezes mais elevado face ao dos 10% da base da distribuição. Estes resultados significam um aumento de, respectivamente, 0,1 e 0,2 pontos percentuais face ao verificado em 2009. Também o coeficiente de Gini aumentou de 33,7% para 34,2%. Apesar do ligeiro aumento, o valor destes indicadores de desigualdade de rendimento mantêm-se inferiores face ao observado em anos anteriores.

Por seu lado, a taxa de risco de pobreza após serem efectuadas as transferências sociais situou-se nos 18%, um valor próximo do verificado em 2009 (17,9%). O valor deste indicador antes das transferências de rendimento para as famílias  serem realizadas (excepto pensões) foi de 25,4%, o que representa uma diminuição de 1,2 pontos percentuais relativamente a 2009. Isto significa que as transferências de rendimento do Estado para as famílias relacionadas com “a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social” (p. 3) tiveram um impacto na diminuição da taxa de risco de pobreza cerca de 1 ponto percentual inferior ao registado em 2009 (7,3 p.p. em 2010, 8,5 p.p em 2009).

De acordo com o INE, o valor do limiar de pobreza diminuiu face ao ano anterior: “a mediana do rendimento monetário líquido por adulto equivalente registou um decréscimo nominal de 3% entre 2009 e 2010. Consequentemente, o limiar, ou linha de pobreza relativa (que corresponde a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos monetários líquidos equivalentes) reduziu-se de 5 207 euros para 5 046 euros, ou seja, de 434 euros para 421 euros em termos mensais” (p. 1).

A taxa de rico de pobreza após efectuadas as transferências sociais foi de 15,8% nos agregados domésticos sem crianças dependentes e de 20,1% nos que são integrados por crianças dependentes. No primeiro tipo de agregado, destaca-se a taxa de risco de pobreza dos que são constituídos por um adulto com mais de 65 anos (30,1%). Mas é nos agregados em que existem dois adultos e três ou mais crianças dependentes que o valor deste indicador é mais elevado: 34,5%. Quanto ao valor da taxa de risco de pobreza segundo a condição perante o trabalho, esta foi de 36% entre a população desempregada, de 10,3% entre a população empregada e de 17,9% no caso dos reformados.

O valor da taxa de intensidade da pobreza, “que mede a diferença entre o valor do limiar de pobreza e o rendimento monetário mediano das pessoas em risco de pobreza” (p. 3), foi de 23,2%, um aumento de 0,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.



Inversamente, a taxa de privação material diminuiu 1,6 pontos percentuais em relação a 2009, situando-se em 20,9%. Esta diminuição aplica-se também ao valor da taxa de privação material severa, que passou de 9% em 2009 para 8,3% em 2010.

Esta informação foi recolhida através do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), realizado em 2011, e divulgada recentemente pelo INE no boletim "Rendimento e Condições de Vida 2011 (Dados Provisórios)". Embora este inquérito tenha sido realizado em 2011, os indicadores relativo à desigualdade de rendimento e ao risco de pobreza dizem respeito ao ano de 2010. Por seu lado, a informação referente à privação material é referente ao ano do inquérito (2011). Os dados actualizados que são apresentados neste boletim são provisórios.  

rendimento e condicoes de vida 2012 (boletim ine).pdf
  Entrevistas

Conteúdos Relacionados

Quotas raciais em universidades públicas brasileiras são consideradas constitucionais
Apesar das melhorias, objectivos do milénio estão ainda longe de ser atingidos
Exclusão e revolta social nos países do Médio Oriente e Norte de África. Entrevista a Tobias Schumacher
Brasil apresenta melhoria das condições de vida da população
Entre o assistencialismo e a ruptura da reprodução familiar da pobreza: o RSI em análise. Entrevista a Eduardo Vítor Rodrigues