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Notícias e Entrevistas


publicado em:  19 Julho 2012
Brasil apresenta melhoria das condições de vida da população

De acordo com dados do Censo 2010, o país conseguiu aumentar o rendimento dos trabalhadores e o nível de escolaridade, além de reduzir significativamente a taxa de mortalidade infantil.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem divulgado ao longo dos últimos meses os Resultados Gerais da Amostra do Censo 2010, que apresentam uma série de mudanças ocorridas no Brasil durante a primeira década do século XXI. A pesquisa inclui informações sobre educação, trabalho, rendimento, mortalidade infantil, características de migração, além de outros dados importantes. Confira a seguir alguns resultados intrisecamente ligados à diminuição da pobreza e das desiguladades sociais no Brasil.

Salários

A remuneração média mensal dos trabalhadores brasileiros conheceu um ganho real de 5,5% entre 2000 e 2010. Para os homens, esse aumento foi de 4,1% enquanto para as mulheres de 13,5%. Em 2000, os salários pagos às mulheres eram equivalentes a 67,7% do ordenado masculino. Já em 2010, esse valor subiu para 73,8%.

Mesmo com o aumento do ganho real, 6,6% da população brasileira não auferia qualquer remuneração em 2010, enquanto 32,7% auferiam uma remuneração de até um salário mínimo (R$ 510 - equivalente a cerca de US$ 290 em 2010). Na faixa de mais de cinco salários mínimos por agregado doméstico per capita encontravam-se 6,5% dos domicílios. As pessoas que ganhavam mais de 10 salários mínimos por mês de trabalho abrangiam 3,1% da população, enquanto apenas 0,9% dos trabalhadores brasileiros tinham remunerações superiores a 20 salários mínimos (R$ 10.200 ou US$ 5.800).

Mortalidade infantil

De 2000 para 2010 a taxa de mortalidade infantil no Brasil teve uma redução histórica de 47,6%. No início da década, o número de óbitos de crianças de até um ano de idade era de 29,7 para cada mil nados vivos. Em 2010, esse número caiu para 15,6. De acordo com o IBGE, a diminuição das desigualdades sociais e regionais, a ampliação de políticas públicas de prevenção em saúde, as melhorias no saneamento básico, o aumento do rendimento, a maior escolaridade das mães e a redução na taxa de fecundidade são os responsáveis por este resultado.

A região nordeste, marcada por um alto índice de pobreza, liderou o declínio da taxa de mortalidade infantil no país: de 44,7 mortes para cada mil nascimentos em 2000 para 18,5 em 2010, o que corresponde a uma queda de 58,6%. Apesar disso, o Nordeste ainda é a região brasileira com a maior taxa de mortalidade infantil. O IBGE ressalta, no entanto, que mesmo com a queda recorde o Brasil ainda apresenta uma taxa de mortalidade infantil mais que três vezes superior à média dos países do mundo com os índices mais baixos: cinco mortes de crianças de até um ano para cada mil nascimentos, como é o caso de Portugal.

Educação

O nível de instrução dos brasileiros também apresentou melhorias de acordo com o Censo 2010. Na última década, a percentagem da população com mais de 10 anos de idade sem instrução ou com o ensino primário incompleto caiu de 65,1% para 50,2%. Já a faixa etária entre os 7 e os 14 anos que não frequentavam a escola caiu de 5,5% em 2000 para 3,3% em 2010, o que corresponde a 966 mil jovens. Na faixa entre os 15 e 17 anos de idade, 16,7% não frequentavam a escola em 2010 contra 22,6% no ano 2000. No que diz respeito ao ensino superior, 7,9% dos brasileiros possuíam pelo menos educação universitária completa em 2010, valor que em 2000 era de apenas 4,4%.

Imigração de retorno

O crescimento económico do Brasil, o aumento do rendimento e das oportunidades de emprego, a melhoria nas condições de vida da população e a crise económica iniciada em 2008 propiciaram um grande aumento no movimento de entrada de pessoas no país. O número passou de 143,6 mil em 2000 para 268,5 mil em 2010, o que corresponde a um aumento de 86,7%. De acordo com o IBGE, a maior parte destas pessoas corresponde a brasileiros que voltaram para casa, denominados de imigrantes internacionais de retorno: 65% em 2010 e 61,2 % em 2000. Os principais países de origem dos imigrantes em 2010 foram os Estados Unidos (51,9 mil), Japão (41,4 mil), Paraguai (24,7 mil), Portugal (21,4 mil) e Bolívia (15,8 mil). Já em 2000, foi o Paraguai (35,5 mil), Japão (19,7 mil), Estados Unidos (16,7 mil), Argentina (7,8 mil) e Bolívia (6,0 mil).

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