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publicado em:  20 Agosto 2012
Lisboa tem a taxa de desemprego mais elevada do país

Número de desempregados nos Açores aumentou mais de 60% face ao período homólogo.

A taxa de desemprego em Portugal atingiu os 15% no 2º trimestre de 2012. De acordo com as estimativas do INE, existem cerca de 827 mil desempregados em Portugal, um valor 22,5% superior face ao verificado no período homólogo de 2011 e 0,9% mais elevado em comparação com o trimestre anterior.

É entre a população com idade entre os 15-24 anos que este indicador atinge um valor mais elevado, situando-se nos 35,5%, ou seja, cerca de 150 milhares de indivíduos. Isto significa que o número de desempregados pertencentes a esta faixa etária aumentou quase 30% em relação ao período homólogo de 2011.

A taxa de desemprego entre quem não foi além do 9º ano de escolaridade foi estimada em 15,9%, a da população que concluiu no máximo o ensino secundário ou pós-secundário atingiu os 16,8% e entre a população com formação superior o valor deste indicador foi de 10,2%. Entre o 2º trimestre de 2011 e o período homólogo de 2012 assistiu-se a um aumento muito acentuado do número de desempregados que concluíram o ensino secundário ou pós-secundário: 50,3% (de 131,5 mil para 198 mil). O número de desempregados que concluíram um nível superior de ensino aumentou também bastante: 33,5% (de 80,6 mil para 107,6 mil indivíduos).

Com uma taxa de desemprego de 17,6%, Lisboa é a região NUTS II que apresenta para este indicador um valor mais elevado. O Algarve regista um resultado semelhante. De sublinhar o aumento anual drástico do número de desempregados na Região Autónoma dos Açores: 62,4%.

Mais de metade da população desempregada em Portugal encontra-se nessa situação há mais de um ano. Aliás, cerca de 283 mil indivíduos encontram-se numa situação de desemprego há mais de dois anos, resultado 24,1% superior em relação ao apurado no trimestre anterior.  

 

Uma das novidades introduzidas pelo INE na divulgação dos dados do Inquérito ao Emprego relativos ao 2º trimestre de 2012, prende-se com a redefinição dos “três indicadores suplementares do desemprego”: o subemprego de trabalhadores a tempo parcial; os inactivos à procura de emprego mas não disponíveis; os  inactivos disponíveis mas que não procuram emprego. O INE divulga há vários anos informação deste tipo, mas adequou agora as nomenclaturas e as fórmulas de cálculo destes indicadores às utilizadas pelo Eurostat.

Existiam em Portugal, no 2º trimestre de 2012, 217,4 mil inactivos disponíveis mas que não procuram emprego e 37,7 mil inactivos à procura de emprego mas não disponíveis. O número de indivíduos numa situação de subemprego era de 261,0 milhares.

Quanto aos fluxos trimestrais, verifica-se que 30,6% dos indivíduos que estavam numa situação de desemprego no 1% trimestre de 2012 deixaram de o estar no 2º trimestre de 2012: 18,1% transitaram para o emprego e 12,5% para a inactividade. Quanto à população que estava numa situação de emprego, 2,7% passaram a estar numa situação de desemprego e 4,0% transitaram para uma situação de inactividade. Por último, 3,7% dos indivíduos que estavam no 1º trimestre de 2012 numa situação de inactividade transitaram para o desemprego, enquanto 5,7% transitaram para o emprego.    

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